
O amor é muito estranho.
Conhecer uma pessoa centrada é atravessar uma revolução, porque se quer conhecer uma pessoa centrada também terá que lhe permitir que alcance seu centro. Terá que te voltar vulnerável, absolutamente vulnerável, aberto. É arriscado. lhe permitir a alguém chegar a seu centro é arriscado, é perigoso, porque nunca sabe o que vai fazer essa pessoa. E uma vez que desvelou todos seus segredos, que encontrou todos seus esconderijos, que está completamente exposto, não sabe o que fará a outra pessoa. Tem medo. Por isso não te abre nunca.
Só há um vínculo e já acreditam que é amor. encontram-se nossas periferias, e acreditam que nos encontramos. Não é sua periferia. Em realidade, a periferia é o limite onde termina, é sua cerca. Mas não é você! A periferia é o lugar onde você termina e começa o mundo. Inclusive os maridos e mulheres que viveram juntos há muitos anos podem ter nada mais que um vínculo. Talvez não se conheçam. E quanto mais vive com alguém, mais se esquece absolutamente de que os centros seguem sendo uns desconhecidos.
O primeiro que terá que entender é que não se pode confundir o amor com um vínculo. Pode fazer o amor, pode ter relações sexuais, mas o sexo também é periférico. A menos que se encontrem os centros, o sexo não será mais que o encontro de dois corpos. E o encontro de dois corpos não é seu encontro. O sexo segue sendo um vínculo, físico, corporal, mas só é um vínculo. Só pode permitir que alguém chegue até seu centro quando não tem medo, quando não está assustado.
Há duas formas de viver: orientado para o medo ou orientado para o amor. Uma vida orientada para o medo não pode te conduzir a uma relação profunda. Está assustado e outros não podem entrar, não podem chegar até seu centro mais profundo. Permite-lhes entrar até certo ponto, mas depois se interpõe uma parede.
Uma pessoa orientada para o amor é alguém que não tem medo ao futuro, alguém que não tem medo dos resultados e as conseqüências, que vive aqui e agora.
Osho
Coragem- O prazer de viver perigosamente
